Portfólio de Tecnologias em Educação matemática
Universidade do Algarve
Escola superior de educação e comunicação
Licenciatura em Educação Básica, ano letivo 2024/2025
Trabalho realizado por: Inês Guerreiro, 80341

Sobre mim...

O meu nome é Inês Guerreiro, tenho 21 anos e sou aluna do 3º ano do curso de Educação Básica na Universidade do Algarve e tenho como objetivo prosseguir os meus estudos no mestrado de Educação Pré-Escolar, em Faro, pois acredito que essa fase no desenvolvimento infantil é crucial para o crescimento e desempenho das crianças e quero contribuir para a criação de ambientes de aprendizagem enriquecedores e inclusivos.
No âmbito da disciplina de Tecnologias em Educação Matemática, pretendo explorar e refletir sobre o impacto das ferramentas tecnológicas no ensino da matemática na educação infantil, no primeiro ciclo e no segundo ciclo. A tecnologia tem um papel cada vez mais relevante no processo de ensino-aprendizagem, não apenas como meio de motivação para os alunos, mas também como recurso para diversificar estratégias pedagógicas e promover uma aprendizagem mais interativa e significativa.
Este portfólio reunirá os exercícios realizados ao longo das aulas, bem como uma seleção de ferramentas digitais que podem ser aplicadas em contexto educativo. O objetivo é compreender de que forma estas tecnologias podem ser utilizadas para desenvolver o pensamento lógico e matemático nas crianças, incentivando as crianças a experimentar, a resolver problemas e a construir conhecimento ativo.
Desta forma, espero que este trabalho me permita consolidar aprendizagens sobre metodologias inovadoras e proporcionar-me um olhar mais crítico e fundamentado sobre a integração das tecnologias no ensino da matemática, preparando-me para uma prática pedagógica mais eficaz e adaptada às necessidades das crianças do século XXI.
Reflexão Final
A realização deste portfólio representou uma oportunidade de crescimento pessoal e académico, sobretudo porque me desafiou a realizar algo totalmente novo para mim: criar um site. Nunca tinha desenvolvido um antes, e foi extremamente gratificante perceber que, com empenho, curiosidade e alguma perseverança, consegui construir um espaço digital onde pude reunir e apresentar o meu percurso nesta unidade curricular. Esta tarefa, que inicialmente me parecia complexa, revelou-se uma experiência enriquecedora, permitindo-me desenvolver competências digitais fundamentais, bem como reforçar a minha autonomia e capacidade de organização, pois "é de suma importância poder contar com um profissional, sendo esse, um imprescindível detentor no manuseio e aplicabilidade das TIC ́S nas salas de aulas."(Silvério & Ferreira, 2021)
Ao longo do trabalho, explorei e aprendi a utilizar diversas ferramentas digitais — como o Plickers, o Scratch e o GeoGebra — que acredito serem uma mais-valia no meu futuro profissional. Para além de me proporcionar contacto com novos recursos, esta unidade curricular permitiu-me refletir sobre o papel que as tecnologias podem assumir na aprendizagem da Matemática, sobretudo quando usadas de forma intencional, pedagógica e adequada à faixa etária dos alunos.
Apesar de me encontrar a caminho do mestrado em Educação Pré-Escolar, estou convicta de que estas aprendizagens não ficarão esquecidas. Pretendo dinamizar, com as crianças, atividades que envolvam o uso de tecnologias de forma lúdica, significativa e adaptada às suas necessidades e interesses. Acredito que estas propostas não só captam o interesse natural das crianças, como também promovem a curiosidade, a descoberta e o desenvolvimento de competências fundamentais desde os primeiros anos — como o pensamento lógico, a noção de número ou o reconhecimento de padrões. Segundo Puentes, 2017, "As tecnologias têm um importante papel que desempenhar no processo de construção do repertório de saberes, habilidades, capacidades, competências, valores e sentimentos que são necessários no processo de desenvolvimento humano do sujeito que aprende."
Este trabalho fez-me refletir profundamente sobre a importância de tornar a Matemática mais acessível, visual, concreta e significativa para as crianças. Percebi que é possível — e desejável — explorar conceitos matemáticos de forma integrada e apelativa, promovendo uma aprendizagem ativa e centrada na criança, em que esta constrói o conhecimento através da experimentação, da manipulação e do erro.
Refletir sobre as atividades desenvolvidas ao longo da unidade curricular também me permitiu tomar consciência das minhas próprias dificuldades com a disciplina de Matemática. Admito que nem sempre me sinto totalmente à vontade com esta área, o que me obriga a um esforço acrescido. No entanto, acredito que isso pode ser uma vantagem: por me identificar com as dificuldades que muitos alunos enfrentam, estou mais sensível às suas necessidades e mais motivada para procurar formas criativas e inclusivas de ensinar, uma vez que "Na educação infantil, o uso dessas tecnologias deve ter um caráter educativo lúdico, como proposta pedagógica, contribuindo em aprendizagens relevantes e socialmente significativas"(Amaro, 2015). Ao dedicar-me mais, acredito que serei capaz de desenvolver propostas inovadoras, desafiantes e verdadeiramente significativas para as crianças, respeitando o seu ritmo e valorizando os seus processos de pensamento.
Em síntese, penso que melhorei enquanto futura educadora e ganhei ferramentas e ideias que levarei comigo para a prática pedagógica. Acredito firmemente que a integração das tecnologias na educação pré-escolar, quando feita com intencionalidade e sensibilidade, pode enriquecer as aprendizagens, promover a inclusão e tornar a Matemática — tantas vezes vista como difícil — numa área mais próxima, envolvente e significativa para todos.